domingo, 31 de agosto de 2008

Caetano


I choose no face to look at, choose no way.
Eu escolho não olhar nos teus olhos.Mas teu brilho me puxa
Escolho não pegar na tua mão, mas é como um imã, polaridades opostas
Que se atraem. Não da pra evitar, mas eu posso evitar.Só não quero evitar.



“Nossos destinos são mutuamente interessantes
Um instante, alguns instantes
O grande espelho
E aí a minha vida ia fazer mais sentido
E a sua talvez mais que a minha,Talvez bem mais que a minha
Os livros, filmes, filhos ganhariam colorido
Se um dia afinal eu chegasse a ver que você vinha
E isso é tanto que pinta no meu canto
Mas pode dispensar a fantasia
O sonho em branco e preto
Amor mais que discreto
Que é já uma alegria
Até mesmo sem ter o seu passado, seu tempo
O seu antes, seu agora, seu depois
Sem ser remotamente
Sequer imaginado
Por qualquer de nós dois “.

domingo, 24 de agosto de 2008

In high tide...


As boas coisas da vida sempre vêm no tempo certo.Conhecer pessoas importantes é uma delas.
As vezes eu paro, me pergunto se certas coisas não deveriam ter acontecido antes(conhecer umas pessoas pra ser mais claro).Mas não, tudo vem no tempo certo, as amizades certas nascem exatamente quando tem que nascer, nos ensinam coisas que devemos aprender naquela hora, mais cedo seria informação demais, e mais tarde tu já teria aprendido (de um jeito bem pior, bem mais sofrido) por isso é tão importante assim o tal do tempo certo.
O numero de telefone que esta sempre nas chamadas recentes diz muita coisa,mas não é o mais importante, ele pode não estar ali, mas sempre vai estar na agenda, e pode ser chamado quando precisar (mesmo que agora o preço da tarifa seja BEM mais alto) e as lembranças que não cabem em fotos (que só agora escrevendo aqui, me dei conta que não temos nenhuma juntos) já estão marcadas pra sempre,não na pele (ainda), mas na memória, e isso sim fica pra sempre.
Fiz o blog com o intuito de não citar nomes, não deixar as coisas tão explicitas, mas hoje é especial.Fernando Genro, ou melhor, Fernando, que podia ser Silva, Souza, Oliveira, ou seja lá o que for, tua amizade é importante demais.

Ia te desejar boa sorte, mas não vou, é só fazer o que tu sabe,a sorte é conseqüência. E é agora que ela vai aparecer, porque a sorte é uma coisa boa da vida, e as coisas boas da vida sempre vêm no tempo certo.E tua hora é agora.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Trancas,Chaves e um pouco de Perfume


Teu coração está trancado.Não tem mesmo como abrir?Nem se eu tiver a chave certa?O encaixe perfeito?Ou tenho que descobrir todos os números dessa tua seqüencia complexa?

Me da uma dica.Deixa eu sentir teu perfume de novo, aquele da primeira vez, nao esse cheiro distante de desconfiança no ar.

O que me assusta é que a dica seja o perfume, que eu quero tanto sentir, mas tu parece nao deixar.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Areia.


Escapa pelo meio dos meus dedos, como areia, a chance de não te largar mais.
Mas junto tudo do chão, com as mãos (é difícil, eu sei, mas faço sem me importar), coloco de volta na minha ampulheta, pra esperar o tempo passar de novo, até que a areia caia, escorra e eu tenha que juntar. Mas um dia eu consigo segurar tudo entre os dedos.Posso demorar, mas se eu conseguir juro não vou mais soltar.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Definições.




Classificação morfossintática:- [saudade] substantivo fem singular .Sinônimos: nostalgia cumprimento recomendações forte-lembrança .Antônimos:.Palavras relacionadas: nostalgia cumprimentos recomendações .

Do lat. solidate,soledade, solidão. atr. do arc. soydade, suydade com influência de saúde. sf.(a) 1. Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhado do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia.2. Pesar da ausência de alguém que nos é querido. 3. Desiguinação comum a diversa plantas da família das dipsacáceas, principalmente da espécie Scabiosa marítima, e ás suas flores; escabiosa. 4. Planta da família das asclepiadáceas (Asclépias umbellata). 5. Bras. assobiador. 6. Bras.Cantiga da terra, entoada pelos marujos no alto mar.7. No Brasil, transforma-se o hiato desta palavra em ditongo: "sau-dade".

...Até certo tempo atrás, eu achava que saudade era estar sozinho, isolado do mundo, e aí sim sentir falta de alguém, mas hoje (esse final de semana pra ser mais exato) percebi realmente que não, que saudade é estar em um ótimo lugar, do lado de pessoas que te fazem muito bem, e mesmo assim perceber que alguma coisa está faltando.Essa saudade não dói tanto quanto a outra, pois a outra é acompanhada da solidão, essa só te faz perceber que as coisas estão alem de nossas escolhas, que existe uma força maior que te guia internamente e não importa o quão feliz tu se sente, aquilo que faz falta, vai continuar fazendo falta, e não vai passar até que tu recebas uma palavra, uma mensagem, uma ligação ou qualquer coisa que te faça ter certeza que o sentimento é recíproco.
Falei que eu ia acabar entregando coisas pessoais aqui.Declarações ao monitor, sentimentos transmitidos pelas pontas dos dedos, cada 4 ou 5 toques uma palavra querendo dizer o que não da pra ser dito de outra forma (ou simplesmente, eu não sei dizer).

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Novo mundo velho.


Nove fotos de um lado, uma foto maior no outro. Meus amigos é assim que esta escrito, mas será mesmo que são? Uns dois ou três se der sorte, quanta farsa em um só lugar, e ainda há aqueles que culpam os “fakes” por isso. Todos são fakes, ninguém é o que aparenta ser, pelo menos não aqui. Lugar de conversas curtas, recados respondidos, quase sempre apagados, mas há aqueles que deixam os especiais, um certo tipo de auto-afirmação para mostrar que “Sim, eu tenho amigos de verdade, viu?” Não é aqui que eles estão baby.Aqui é tudo virtual, a beleza é photoshop, a inteligência é google, a simpatia é forçada e até o riso não é natural: “ehehehehehe” Quanta expressão!Quanto sentimento!A lembrança de aniversários que nunca iria lembrar, os recados de parabéns pra fazer número sabe?(isso se tu não for daqueles que apaga). Depoimentos não aceitos na página inicial, comunidades esquecidas, passatempos que nos fazem perder tempo. É cada dia uma coisa nova, uma cor diferente, o boneco tentando imitar a vida real é só mais uma aflição. Um só grito! Um só coração!
Além disso, querem saber de tudo que tu gosta, as musicas que escuta (pra isso arrumaram um jeito mais sofisticado de bisbilhotar) os filmes que assiste, o que prefere comer. Querem saber se fuma, se bebe, os vícios que tem (só esses talvez sejam reais, as virtudes não. No quem sou eu, pode escrever o que quiser mesmo.) É uma espionagem contínua, um lugar que te deixa saber quem andou olhando pra você.

Parabéns Mr. Orkut Büyükkokten, nós te amamos.

Depende do tamanho da barba

É estranho, eu sei, mas minha personalidade muda de acordo com o tamanho da barba
Delicadeza e indelicadeza convivendo juntas em um rosto só, em um corpo só talvez, mas juntas. Um turbilhão de antíteses sentimentais aparecendo a cada segundo. Eu olhando para o barbeador, ele olhando pra mim. Será que utilizo este instrumento rudimentar para aparar os fios que crescem e me dão um falso ar de experiência?Não, agora não é a hora, é tempo de ser rústico, de não se entregar tão fácil, viver de acordo com a barba, a maldita barba.
O que me assusta é que se as coisas continuarem assim, mais um pouco vou parecer com a foto ali em cima. Tudo isso é medo?Sim é medo. Medo de me barbear?Longe disso, já não tenho doze anos. Mas medo de parar de tomar a poção mágica e deixar que Dr. Jeckyll volte a comandar as coisas por aqui (a única diferença nessa historia toda, é que na vida real não tem nenhuma poção, mas sem problemas, escolho a barba para desempenhar a mesma função).

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Sobre todas as coisas que eu...

...Não consigo falar olhando nos olhos
...Não posso contar nem mesmo pro espelho, com medo de ser julgado pela voz da consciência (se é que alguém escuta essa voz).
...Sei resolver para os outros, mas me fazem dobrar os joelhos quando não sei mais o que esperar.


Abrir a Caixa de Pandora, que por sinal, só não esta no link do blog por falta de disponibilidade do mesmo, não é o que eu espero escrevendo coisas sem sentido aqui.Quero um cantinho pra organizar as besteiras que passam na minha cabeça, principalmente nas horas mais bizarras (no ônibus por exemplo, vai ver porque não da pra escrever no ônibus, então o que nos resta é pensar). Outra coisa, todo mundo tem um blog hoje em dia, porque eu não teria? Por não ter nada pra escrever? Não, isso todo mundo tem, o que rola é um medo de se expressar em lugares “públicos”.Isso aqui é quase como gritar revelações no meio do centro de Porto Alegre.Ta não é pra tanto, ninguém vai visitar mesmo.


...Não consigo deixar de falar, mesmo que ninguém vá escutar.