segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Untitled.


Olha nos olhos de quem não quer te ver
Encontra as respostas onde ninguém quer responder
E sob a pressão da derrota, insiste em vencer
Armado com palavras e uma boa intenção
Sem medo de abrir o coração
Para aqueles que sabem que a vida não passa em vão.
Jogo de rimas
Pra dizer que a sina
De todos é lutar
E enfim, caminhar
Encontrando sua luz
Ou então sua cruz.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Dream(nightmare)


Hoje eu acordei pensando que o mundo realmente pode ser um pouco melhor. Mas que não basta fazer só a minha parte, tem que cuidar dos outros. Assim como os outros têm que cuidar de mim, necessitamos desse cuidado recíproco.Somos seres dependentes. Somos os filhotes que mais tempo mantêm um vinculo com a mãe. Eternos mamíferos, tentando disfarçar a dependência do próximo. Não somos dinossauros (ainda bem),a extinção não parece o destino mais apropriado depois de tanta evolução. Consciência, bom senso (Descartes de novo) e uma dose de responsabilidade e preocupação com os problemas mais grandiosos, e não só com as mediocridades cotidianas. Tem coisa mais séria em jogo. E não tem “Continue” quando chegar a hora do “Game Over” é no sentido literal.




“And then last night I had that strange dreamWhere everything was exactly how it seemedWhere concerns about the world getting warmerThe people thought they were just being rewardedFor treating others as they like to be treatedFor obeying stop signs and curing diseases…”

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Alternative.


Mil rostos iguais na multidão. Não reconheço um sequer. Afinal, são todos iguais. Pra afirmar a utopia de popularidade falsificada, cumprimento todos. Alguns sorrisos, alguns abraços. Poucas palavras. Muitos dos que me tocam, tocam sem saber se existe algo de contagioso em mim. Sigo em frente, um passo de cada vez. Mais rostos iguais. Lembra daqueles jogos de futebol para Super Nintendo? Pois então. A torcida era feita em um molde só. Me sinto dentro disso.
E porque (por que, por quê, porquê, sei la) não tatuamos nossas faces com desenhos coloridos? Não adicionamos a forma padrão um sinal, uma marca? Padrões estéticos, ideais de beleza ultrapassados dominam o país, o mundo, o universo, ou pior ainda o comércio!!
Escravos, caminhando.Os rostos iguais. Caminhando. Todos de branco. A etiqueta maior que o pano. O pano não cobre mais. As copias estão mal feitas.
Set your heart and style free. Sabe aquela camisa velha com um desenho do pato Donald? Vá para o shopping com ela. Invente.Crie.Não copie. Copie mas modifique(dê o seu toque pessoal). E os rostos na multidão se enchem de cor, brilho, maquiagem, e marcas. E a vontade de conhece-los aumenta cada vez mais. Enfim, um abraço sincero, uma conversa longa e um toque seguro.